Com a colher numa mão e a seringa na outra, ela decide qual seria seu destino final.
Momentos antes, acometido por um acesso de raiva, ele pega sua faca de caça, presente do pai quando ainda criança, e dá fim à existência de sua querida esposa. O motivo? Prazer.
Prazer, o mesmo que sentia ao esfaquear, direto nos pontos vitais, um veado campeiro, foi o que sentiu ao cortar rapidamente a carótida principal da moça. O louco toma o poder, novamente, porém agora a vítima é outra, sua esposa.
O que fazer? um rápido choque de prazer, a última coisa a ser sentida pelo agora quase inerte corpo do nosso assassino, que não mais aguentava a pressão de sentir-se mais satisfeito ao tirar a vida de alguém do que qualquer outra coisa.
Um último gemido de prazer, depois uma súbita onda de paz.
Overdose, decidiu-se.
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